Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação
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A Defesa Civil de Minas Gerais atualizou por volta das 12h (horário de Brasília) desta terça-feira (29) os números de vítimas do desastre de Brumadinho. O órgão informou que são 65 mortes confirmadas e 288 pessoas desaparecidas (eram 279 no final da noite de segunda-feira, 28). De acordo com a Defesa Civil, já foram localizadas 390 pessoas.

A Polícia Civil de Minas Gerais dará início na quarta-feira (30) à implementação de novas metodologias de análise de identificação das vítimas do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais. Para tornar mais eficiente os trabalhos e a liberação dos corpos, serão utilizadas a genética forense, que é a identificação a partir do DNA, e a odontologia legal, que é feita a partir da arcada dentária.
A Superintendência de Polícia Técnico-Científica esclareceu que a nova fase a ser seguida tem por objetivo a identificação dos corpos das vítimas que chegam ao IML com múltiplas lesões, o que é comum nesse tipo de tragédia. A coleta para exame de DNA é realizada pela mucosa oral (boca), com equipamento próprio, e não oferece riscos ou desconforto aos familiares.
As barragens que se romperam em Mariana e Brumadinho, em 2015 e na semana passada, foram erguidas com a mesma técnica, considerada obsoleta e de maior risco por especialistas. No modelo de alteamento à montante, mais econômico, a construção de novas etapas da barragem é feita sobre os rejeitos depositados, na parte interna da estrutura. É o formato mais comum de depósitos de rejeitos na mineração.
Minas Gerais, palco dos dois desastres, tem registro de outras 53 barragens com essa tecnologia na mineração (27 de propriedade da Vale), segundo balanço da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semad) de 2016. O próprio documento do Estado indica que esses tipos de barragem têm “maior risco de ruptura”.