De acordo com a ANA, há 24 barragens sob risco de desabamento no Nordeste.
De acordo com a ANA, há 24 barragens sob risco de desabamento no Nordeste.
A região Nordeste possui 24 barragens sob risco de desabamento. O alerta foi feito em novembro passado pela Agência Nacional de Águas (ANA) por meio do Relatório de Segurança de Barragens 2017 (RSB).
O custo estimado para recuperar essas barragens era de pelo menos R$ 52.240.000,00. Mas o valor é muito maior porque 10 barragens não tiveram essa estimativa para recuperação feita.
O estado com maior número de barragens sob risco é a Bahia, com 10 reservatórios. São eles: Afligidos (em São Gonçalo dos Campos), Apertado (Mucugê), Araci (na cidade de mesmo nome), Cipó (Mirante), Luiz Vieira (Rio de Contas), RS1 e RS2 (ambos em Camaçari), Tabua II (Ibiassucê), Zabumbão (Paramirim) e Pinhões (Juazeiro/Curaçá).
Desses, seis não contêm estimativa para a recuperação. Os outros quatro – Araci, Luiz Vieira, Tábua II e Pinhões – precisariam de R$ 6 milhões para serem recuperados. Os problemas encontrados são fissuras, rachaduras, trincas, erosões, buracos e corrosões.
Na Bahia, problemas incluem erosões, buracos e rachaduras. Imagem: Reprodução/RSB2017
Na Bahia, problemas incluem erosões, buracos e rachaduras. Imagem: Reprodução/RSB2017
Alagoas é o segundo estado nordestino com mais estruturas sob risco, 6 ao todo. Foram listadas no RSB da ANa as barragens de Prado, São Francisco e Gulandim (todas em Teotônio Vilela); Piauí (São Sebastião), Bosque IV (Junqueiro) e Canos (Maceió).
Os problemas apontados são vertedouro quebrado ou insuficiente. O valor estimado para recuperação desses reservatórios era de R$ 1,4 milhão.
EM Alagoas, todos os problemas se concentram nos vertedouros. Imagem: Reprodução/RSB 2017
EM Alagoas, todos os problemas se concentram nos vertedouros. Imagem: Reprodução/RSB 2017
No RN, relatório aponta “situação precária de manutenção”
No Rio Grande do Norte, segundo a ANA, cinco barragens apresentavam algum comprometimento estrutural importante, entre elas, o açude Gargalheiras, em Acari, cujo nome oficial é Marechal Eurico Gaspar Dutra.
Além deste reservatório também foram incluídas no RSB da ANA a barragem Passagem das Traíras (Jardim do Seridó), Calabouço (Passa e Fica), e mais dois reservatórios privados, Barbosa de Baixo e Riacho do Meio.
Os problemas listados são trincas, fissuras e erosão. Para a barragem de Calabouço é apontada “situação precária de manutenção”. Apenas Gargalheiras e Passagem das Traíras tinham valores de recuperação estimado: R$ 4.010.000.
No Rio Grande do Norte, custo para recuperação é estimado em R$ 4,1 milhões. Imagem: Reprodução/RSB 2017
No Rio Grande do Norte, custo para recuperação é estimado em R$ 4,1 milhões. Imagem: Reprodução/RSB 2017
Há ainda barragens com problemas no Ceará (Jaburu I), em Pernambuco (Jucazinho) e em Sergipe (Sindicalista Jaime Umbelino de Souza). A barragem pernambucana inclusive é que possui maior estimativa para recuperação, R$ 40 milhões.
Pernambuco, Sergipe e Ceará têm uma barragem cada, com problemas. Imagem: Reprodução/RBS 2017
Pernambuco, Sergipe e Ceará têm uma barragem cada, com problemas. Imagem: Reprodução/RBS 2017
Veja abaixo a lista de todas as outras barragens sob risco de desabamento no resto do Brasil:
  1. Duas Bocas (ES)
  2. Santa Julia (ES)
  3. Alto Santa Júlia (ES)
  4. Lajeado (MS)
  5. Esteio (MS)
  6. Cabeceira do Onça (MS)
  7. Juturnaíba (RJ)
  8. Gericinó (RJ)
  9. Capané (RS)
  10. Santa Bárbara (RS)
  11. Calumbi I (TO)
  12. Calumbi II (TO)
  13. Taboca (TO)
  14. Destilaria (TO)
  15. Americana (SP)
  16. Pirapora (SP)
  17. Barragem Mina Engenho (MG)
  18. Barragem II Mina Engenho (MG)
  19. Barragem B2 (MG)
  20. Barragem B2 Auxiliar (MG)
  21. Água Fria (MG)
Fonte: Agência Nacional de Águas (ANA)

via OP9