Um caso de polícia chocou a população da cidade de Mossoró, a 281 quilômetros de Natal, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, na tarde do domingo (17). Uma mulher de 22 anos foi presa após confessar à polícia ter jogado a filha recém-nascida da janela do apartamento onde mora. Imagens feitas por celular mostram o momento em que a equipe do Instituto Técnico e Científico de Perícia (Itep) remove o corpo de um bebê recém-nascido do sexo feminino encontrado ainda com o cordão umbilical na calçada de um condomínio no bairro Planalto 13, Zona Leste de Mossoró.
Segundo a perícia, não houve aborto, o bebê nasceu de parto normal. De acordo com o Itep, o corpo do bebê apresentava fraturas. A Polícia Civil investiga a hipótese da mãe ter dado à luz ao bebê no banheiro e em seguida jogado pela janela do apartamento. Emili Karoline Farias Barbalho confessou em depoimento à polícia ter arremessado a recém-nascida de uma janela no segundo andar do prédio onde mora com os pais.
Defesa acredita que a mãe estava em estado puerperal quando jogou bebê pela janela. Foto: Reprodução/TV Ponta Negra
Defesa acredita que a mãe estava em estado puerperal quando jogou bebê pela janela. Foto: Reprodução/TV Ponta Negra
“A Delegacia de Plantão foi acionada por volta de 12h e lá foi constatado realmente que foi um nascimento e não um aborto e segundo a mãe, ela teve o parto dentro do banheiro, ficou desesperada e jogou a filha pela janela”, afirmou o delegado, Evandro Santos. A mãe foi autuada por homicídio qualificado. Existe a suspeita de que a mulher teria recebido ajuda de outras pessoas para fazer o parto, mas ela assumiu a culpa sozinha. “O fato está sendo tratado como homicídio qualificado porque a perícia constatou que havia vida, não foi aborto. Segundo a declaração informal dela, ela fez sozinha e seus os pais não sabiam da gravidez”, relatou o delegado. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios de Mossoró.
O advogado de defesa da mãe, Otoniel Maia Júnior, diz que trabalha com a tese de que a mãe estava em estado puerperal, quando uma mulher sofre intensas alterações psíquicas e físicas no período pós-parto. A defesa acredita que a mãe estava sem plenas condições de entender os próprios atos, inclusive o de matar. “A defesa entende que se trata de infanticídio e não homicídio qualificado”, explicou o advogado.