A área do alojamento que pegou fogo na madrugada desta sexta-feira, 8, onde dez pessoas morreram e três ficaram feridas, no Centro de Treinamento do Flamengo, chegou a ser interditada pela Prefeitura do Rio, em 2017, por falta de alvará. A administração municipal informou que lacrou o local depois de emitir ‘quase 30 multas’ ao Flamengo por mantê-lo em funcionamento.
O clube carioca continuou usando o espaço mesmo depois da interdição, e não há registro de novas punições aplicadas pela Prefeitura depois disso. No último projeto aprovado pela área de licenciamento municipal, em 5 de abril de 2018, a área está descrita como estacionamento, sem área edificada. A emissão do alvará para uso como dormitório e centro de treinamento dependia da regularização dos itens de segurança exigidos pelo Corpo de Bombeiros.
Mais cedo nesta sexta, o secretário de Defesa Civil do Rio de Janeiro e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Roberto Robadey, já havia dito que o local não tinha certificado de segurança. Robadey chamou o alojamento de “puxadinho”: “Não é exclusividade desse local. Mas as pessoas às vezes aprovam uma planta, aí quando vai ver resolvem fazer puxadinho. Aumentar. A gente lamenta que as pessoas não possam fazer um planejamento adequado. É um ato final. Existe todo um procedimento”, afirmou, em entrevista à rádio BandNews.